sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

um sucesso em sonhos

Hoje eu acho que um dos meus maiores medos é me perder nas minhas fantasias. Confundir o que é real e o que eu sonho acordado - e isso não deixa de ser um enorme de um clichê. Meus problemas noturnos levam a uma intrépida noite de sonhos os quais eu lembro sempre no dia seguinte. Como eu queria poder ter um sono profundo e, que sabe, uma vida menos decepcionante. Não digo que a minha vida é assim decepcionante mas é muito menos perfeita do que a que eu tenho em meus sonhos. Não tenho o custume de sonhar que eu vôo ou que eu sou um peixe. Infelizmente, meus sonhos são tão reais que eu acordo sempre tonta, sem saber se ainda durmo ou não. Novamente, não digo que minha vida é terrível, mas poderia, deveria, ser bem menos angustiante. Atualmente, meu maior prazer é dormir e odeio quando me acordam e me tiram daquilo que é mais perfeito do que a realidade. Quando eu estou lá de mãos dados com o cara que eu vi na rua no dia anterior ou quando eu estou gritando todo aquele ódio contido para a pessoa que eu sei que nunca vou fazer. Se meus sonhos fossem um terço realidade. Ah, se!

Tenho o grande vício de contar vantagem. É algo que, mesmo eu sabendo que não leva a nada, eleva minha pseudo-auto-estima. Como a minha vida começou a ficar entediante, basicamente desde a minha puberdade, eu começei a misturar umas pitadas de sonhos

Clube dos corações solitários

"tem gente que diz que é melhor tentar e desitir do que simplesmente desistir.Papo furado. E eu falo com experiência, apesar dos meus vinte e dois anos. Desisti da banda, que, sinceramente, era boa. Desisti da minha primeira namorada, que gostava tanto de mim. Desisti da minha bicicleta de cross. Desisti de ser um filho mais legal. Desisti dos livros que começei a ler e fui somente até a metade. Desisti da terapia. Desisti da natação. Desisti de descobrir qual é a do The Doors. Desisti da ideia da faculdade de cinema. Desisti de três ou quatro amigos preciosos. Eu tentei, tentei, tentei, tentei, tentei, tentei, tentei, tentei, tentei e tentei.
Acho que a única coisa que levei até o fim foi a minha paixão por Luísa. Tudo acabou, eu sei, mas há algo no meu coração que não me deixa desistir"
(clube dos corações solitários - André Takeda)


Enfim, a única coisa que eu não desisti desistiu de mim.