domingo, 30 de agosto de 2009

morrer para viver.

Hoje ela decidiu morrer. Transcender daquele corpo que já parecia tão estranho no espelho. Fugir de todas as memórias dolorosas que se deparava no labirinto de seus pensamentos. Ela já não aguentava mais sentir-se uma refém daquele pessoa que mandavam conjugar na primeira voz do singular. Aquilo refletido não sou eu. Aquele sorisso não é meu. Meu sorisso é cansado, forçado, inexistente - pensava ela.
Ela é um produto de tudo que consumiu. Seus livros, seus filmes, suas músicas - seus melodramas. A busca infita pela concretização da ilusão. Querer sonhar vivendo. Viver um sonho. Morrer é já seu único sonho. Hoje ela decidiu morrer. Quem sabe assim, viver? Deixar de ser vítima de si mesmo. Morrer para viver pois vivia já morta.
Seus desejos infundadados, seu temperamento instável demais. Aquele corpo que inchava e cansava muito mais rápido que a sua mente. Aquele meio social que impedia seus objetivos. Seu subjetivo bloqueado por um padrão social inerte. A busca frustrada por alguém que a entenda completamente, que goste de seus filmes, músicas, livros e que concorde com suas ideologias. Alguém que além de amor adicione a sua vida vida. Alguém novo, alguém novo pode ser meu remédio - pensava ela.
Alguém que tenha o mapa do seu labirinto cerebral. Alguém que a guie, que a acompanhe até a libertação. Libertação de idéias, leveza de pensamentos. Ela já não sabe se vale ainda morrer. Ainda não encontrou uma porta aberta, mas quem sabe a próxima? Vai ver a próxima está aberta e lá está o que sempre buscou. Tente mais uma vez, mais outra e mais outra.
Ela é fruto de tudo que já sentiu e a contrariedade de seus pensamentos é infinita. O Amor que é maior que o Odio que é maior que o Amor. A Dor que é maior que a Paz que é maior que a Dor.
E a Esperança que é menor que tudo que é maior que todos. É a Esperaça que desaparece e cresce e preenche e faz ela dar um passo para trás.

"Só porque estou perdendo não significa que eu estou perdido, não significa que eu irei parar, não significa que eu não vou enfrentar.
Só porque eu estou me machucando, não significa que estou machucado, não significa que eu não recebi o que eu merecia - nem melhor nem pior.
Eu só me perdi. Todo o rio que eu tentei atravessar; toda a porta que tentei estava chaveada. E eu só estou esperando que o brilho se apague....
Você pode ser um grande peixe em um pequeno lago - não significa que você ganhou pois sempre pode vir um peixe ainda maior que você..."

and we sing.

now i never meant i to do you wrong
- that’s what i came here to say
but if i was wrong then im sorry
but don’t let it stand in our way
cause my head just aches when i think of the things
i shouldn’t have done

but life is for living we all know and
i don’t want to live it alone
sing ah, ah, ah....
sing ah, ah, ah...
and you sing ah, ah, ah!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

je suis très desolé

Desolar - v.t. Despovoar; devastar; arruinar. / Afligir, consternar.

Despovoe minha vida, devaste meus dias - arruine minha rotina.
Desole-me.
Despovoe minha alma, devaste minha mente - arruine minhas paixões.
Desole-me.
Já não há mais o que desolar.
Não há mais o que afligir - nada mais se consterna.
Devolva-me minha ordem.
Povoe minha vida, preencha meus dias - organize minha rotina.
Console-me.
Povoe minha alma, vaste minha mente - arranje-me uma paixão.

Je suis très desolé - tu me désolait
Dês desole-me. Je demander grâce! Demander, demando, peço, imploro - grâce, grace, graça.
Je ne parlent pas français mais je parle pas la langue de la désolation!
I beg you mercy, whoever you are.

Devore-me, não há mais nada para devastar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

é sempre mesmo que acabe.

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe...

domingo, 23 de agosto de 2009

olha a festa, torcida é tricolor!


A preparação para ir ao jogo é sozinha algo já emocionante. Chegando perto daquele estádio a maré azul. Gente nova, gente velha, casais, pais e filhos. Todos ligados só por uma paixão: o time do coração. Arquibancada, sol no rosto, time em campo. Geral cantanto - eu cantando. Versos decorados, apaixonados. Hino do Estado, palmas e mais palmas. Os gritos, o não ver passar tempo. Gritar "filha da puta" para o juíz, avisar "o ladrão!", "ali, ali, ali!", "marca, porra!" e nos acharmos, cada um, um pouquinho técnico. Cantar, berrar. E o gol? Ah, o gol! Pula, grita, vibra, chinga, chora, abraça, pula, grita, vibra.
Ir ao jogo, tomar aquela cervejinha de copão de plástico, sair sem voz - está entre os top five da minha lista de coisas mais prazerosas do mundo.
Ainda mais quando teu time ganha de 4 a 1. (hehe)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

eu me amo.

Todos, se realmente procuramos absorver nossos sentimentos, temos cenas e momentos dolorosos na nossa memória que sempre tentamos evitar. Há sempre um filme, um lugar, uma música que cutuca a ferida e arde como fogo lento. E evitamos. Quantos filmes já não consigo ver, quantos desvios já fiz. Quantas melodias, instantaneamente, fazem surgir lágrimas nos meu rosto, todos os dias. Envergonhada, lembro de minha pequena teoria: medos são para serem enfrentados.
Conheci Chico com os vinis do meu pai, ainda pequena. Naquela época eu queria ouvir as loucuras do Queen ou os solos absurdos do Genesis - admito que, por muito tempo, deixei Chico, Elis, Tom, Vinicius de lado. Um tempo depois a música "Eu Te Amo" me foi apresentada por alguém que significou muito para mim. A música, obviamente, criou um único signicado para mim. Até hoje, quando eu botava todos os discos que tenho do Chico para ouvir e essa música começava a tocar, eu mudava na hora. Um dia, eu e meu pai ouvindo músicas, e começou; ele comentou "Que musica linda, ouve" e eu não aguentei fui lá e troquei para música seguinte. Ele me olhou e eu, já com tom explicativo, respondi: más lembranças...
E hoje, novamente, começou a tocar a música, aleatoriamente - ah não! Chega! Vou ouvi-la: e a beleza da música, a letra, a poesia! E pensar que nunca a ouvi até o fim por motivos tão vãs, frios. Ouvi-a três vezes consecutivas,me arrepiei todas e me arrependi, lembrendo de um outro bordão: "só não muda de idéias quem não as tem." - Graças a Deus!

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Eu Te Amo - Chico Buarque

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vanity Fair - fotos

Eu, na minha grande e besta ignorancia do mundo pop, tenho preferencia em uma revista de 'modinha' - Vanity Fair. Óbvio que eu não assino, compro ou leio o site. Eu simplesmente sou apaixonada pelo grupo, perfeitamente selecionado, de fotográfos que a revista tem.
Aqui vai mais uma paixão minha, confesso: fotografias de musas do cinema. Não eu não tenho um quê lesbo, mesmo concordando com Almodovar que todas as mulheres são um poquinho lésbicas de si mesmo. Não, eu só acho que mulher, especiamente as divas do cinema, ficam perfeitas sobre boas lentes. Enfim, minha paixão por cinema e fotografia é transbordável e ativa todos os meus sentidos - e a Vanity Fair tem sempre os melhores photoshootings.

Nicole Kidman e Baz Luhman - fotógrafa Annie Leibovitz
(meus musos!)

Danny Boyle e Dev Patel - fotógrafa Annie Leibovitz


Jodie Foster em "Os Pássaros"- por Norman Jean Roy


Marion Cotillard em Piscose-por Mark Seliger.


Charlize Theron em Disque M Para Matar-por Norman Jean Roy

Seth Rogen em Intriga Internacional-por Art Streiber


OMG! The Alpha List - por Annie Leibovitz
Tom Hanks, Tom Cruise, Harrison Ford, Jack Nicholson, Brad Pitt, Edward Norton, Jude Law, Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Hugh Grant, Dennis Quaid, Ewan McGregor, and Matt Damon.

OMG TWICE! Master Class List- por Annie Leibovitz
Nicole Kidman, Catherine Deneuve, Meryl Streep, Gwyneth Paltrow, Cate Blanchett, Kate Winslet, Vanessa Redgrave, Chloë Sevigny, Sophia Loren, and Penélope Cruz.


Tá ai, não são fantásticas?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

queijo e goiabada


Triste é viver na solidão
Na dor cruel de uma paixão
Triste é saber que ninguém
Pode viver de ilusão
Que nunca vai ser
nunca vai dar

O sonhador tem que acordar
Tua beleza é um avião
Demais prum pobre coração
Que pára pra te ver passar
Só pra me maltratar
Triste é viver na solidão







Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer. Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

3 dias de paz e música que pararam o mundo.


Uma galera em prol de vários ideais. Ideais pacifistas, libertadores, contrários ao autoritarismo de mentalidade. Cada um dançando do seu ritmo e usando flores da cabeça - flower power! O poder da flor, o poder das flores da nação - o poder dos jovens. Os jovens contrários a uma sociedade materialista que mandava suas flores murcharem em prol de uma guerra de ideais bélicos e gananciosos. O desabrochar de novos ideais, novas teorias, novos objetivos para o corpo e para a mente - o objetivo de não objetivar nada. O objetivo de experimentar, de tentar, de ser, de transceder.
Homens, mulheres, hermafroditas e anjos. Cores, flores, amores, ideais. Galera dançando, cantando, sorrindo, provando. Muito sexualismo, muito liberalismo, muito revolucionismo. Musica boa, musica nova. Hendrix que beijava Joplin. Joan Baez, The Band e The Who. 500.000 pessoas experimentanto, esperienciando o festival que marcaria uma das maiores (se não a maior) revolução cultural de toda a história. Are you experienced? O surgimento de uma nova classe de jovens que contestava a proibição, que queimavam cartas do exército. Que iam aos parques para dançar, amar, separar-se do material (inclusive roupas) e criar novas teorias - ou simplesmente não ter teoria! Uma nova estética, musicas que expressavam os ideias- musicas que se perpetuaram até hoje.
Minha paixão por Woodstock, pelos hippies, pela desobediência civil. Pela busca de libertação, pela revolução cultural. Meu desejo de presenciar, experimentar, amar, libertar. Ser antes de tudo, minha - ter meus ideais e minhas preferências. Não ser de ninguém - ser eu em todo mundo, todo mundo em mim - i'm he as you are he and you are me and we are all togheter
(beatles faltou, mas o contexto é presente).

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

o bom filho a casa sempre torna

Meu sonho sempre foi o de morar sozinha; ter meu próprio cantinho que eu possa organizar (ou não) do meu jeito. Eu controlo o som e o controle remoto. Se a geladeira está cheia de comida ou não, se têm livros espalhados pelo chão. Não dar satisfação pra ninguém, andar pelada. Já faz três anos que vivo nesse 'sonho' e, digamos assim, não é tão brilhante assim - na verdade, usei um adjetivo inapropriado, já que só faço limpezas nas sextas feiras e hoje é recém o meio da semana. Ter que ver o que está na geladeira, sempre. Ter que saber que livros estão espalhados no chão, sempre. Além de do controle, tenho nas minhas mãos contas e mais contas para controlar. Solidão nos domingos chuvosos; não ter para quem gritar "boa noite!". Acredito que estou fazendo o que é melhor e, na maioria dos tempos, não trocaria.
Mas sinto falta das jantas do meu pai, das chatices da minha mãe com as gatas dela. Tomas mate antes do almoço na minha avó, das implicâncias entre colorados e gremistas com meus tios e avôs. Os gritos nos churrascos, o eterno "me trás uma cervejinha" e as discussões que nunca levam a nada. As tiradinhas que sempre tem, as frases clássicas. As gargalhadas, o não entender todo mundo gritando. As piadas, as histórias de antigamente. Os desaforos, as brigas. As mil e uma programações de viagens que nunca saem e as que saem. Meu pai me implicando e meu tio me apertando. Os cascudos que eu do no meu primo e a bateção de boca com meu dindo. A eterna discussão na quarta feira, minha mãe dizendo que meu pai só pensa em futebol. Minha irritância em ter que ver novela. A eterna fiscalização do meu pai para saber onde estou, com quem estou e onde vou. A chatice da minha mãe dizendo que eu só penso em festa e que é pra voltar cedo. A sagrada hora da sestia, deitadas no chão embaixo do sol, minha mãe e as duas gatas. O colo do pai. As eternas e constantes brigas com o pai - sempre os mesmos assuntos, sempre as mesmas reclamações. O colo da mãe. O silêncio que alivia. O colo dos dois para desabafar minhas angústias, frustrações e medos. A dor de dizer que eles tinham razão. A dificuldade de dizer "eu te amo" e a angústia de não se fazer entender. As brigas constantes e o silêncio que dói. As mentiras, as revoltas, os "te odeio!" e os "deixa eu fazer do meu jeito!". As bateções de porta, as tentativas de reconciliação. O abraço contido, o aconchego tímido. O silêncio carinhoso. Acordar com pulos na cama e o café quentinho do pai. Domingo, os três na cama, lendo Zero Hora. Churrasco, risadas, gritos, contos, histórias, fatos, piadas, implicâncias, grêmio, inter, vestibular, amores, tiradas, lendas, viagens, planos, política, religião, lula, yeda. E a dor de dizer tchau. A vontade de chegar logo no apartamento e ficar no meu silêncio rotineiro. A dor de chegar em casa e não ter para quem contar sobre o fim de semana. Ver que quem realmente nos ama está ficando quilômetros de distância. Perceber que a gente está ficando adulto e não adorar totalmente a sensação. Ver que a vida continua. Dar aquele abraço de despedida apertado, dolorido, pungente. Engolir nas lágrimas, por os fones de ouvido e o pé na estrada. Qual música escolher?
Mesmo vivendo meu sonho, que vontade de gritar "Boa Noite, John Boy!" e ouvir o "Boa Noite, Mary Ellen!" que eu cresci ouvindo sem nunca dar muita bola.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

why dont we do it in the road?

Hoje, e talvés somente hoje, vou te pedir para existir. Vou querer te ver, acreditar. Em ti quero ser tudo aquilo em que um dia te recusei. Nossas mãos enlaçadas, nossos pés cambaleantes e nós andando depois da meia noite. Gritando pela rua, cantando versos falsos. Entonando Chico e Elis além de Cazuza e John Lennon. Vou fazer um solo, com minha guitarra imaginária, que você irá se arrepiar. Com um beijo nos meus cabelos irás me mostrar que o mundo é bem bom. Vou rir, cambalear e o porteiro do prédio da esquina irá gritar. Não daremos bola, andaremos juntos, de mãos dadas, falando de nossos amores. Aqueles que foram, os que serão e os que o tempo nos sacaneou. Estarei morrendo de fome e usando teu paletó. Tu estarás bem ignorante, arrotando cerveja e comentando das curvas das minhas amigas. Chamarei elas de gordas, já enciumada, e tu dirás que elas são gostosas. Te darei um tapa e tu me darás outro. Irás rir porque farei drama. Eu calo e você cantará algo lindo que sabe que eu amo. Eu me empolgarei, novamente, e cantarei do fundo da alma. Chegaremos, naquele frio, dentro do carro e ligaremos o som. Tocando aquele Pink Floyd e no calorzinho do carro iremos nos encostar até dormir abraçadinhos.
O sol raiando e a gente se amando.

domingo, 2 de agosto de 2009

pensando como me mandaram.

O povo em busca de uma nova histeria. Não cai mais avião, não há mais nepotismo no Senado não. E eu com isso se o presidente fascista do Irã vem visitar nosso Lula ou que aconteceu a récem uma reunião da cupula da america latina? Meu papo é a gripe. Quero só saber onde morre mais e, no meio tempo, me procupar se o Tite vai embora ou se o Autuori vai resolver ser um técnico digno de seu salário. Acordo com um bom café e a Zero Hora me entretem com suas manchetes do H1N1. Morre um, morre dois, morre dez. Não vá para a Argentina, não vá para o Uruguai, não vá no shoping, não vá na aula. Fique em casa, vendo televisão - e lave as mãos, não se esqueça! Mude seus horários, fuja dos amigos que tossem. Não use mascara não, isso vai contra a cultura ocidental. Somos lá nós aqueles selvagens (sem civilização) dos nossos amigos orientais, que usam máscara sempre que tem alguma indigestão? Minha cultura me mandou pensar no meu umbigo e evitar andar com gente ramelenta. Já que minhas aulas foram, meticulosamente, transferidas para daqui a dez dias, mais tempo tenho para passar com as minhas amigas! Vou lá eu pernambular nos shoping, parques e cafés. Aproveitar para ir nas festas quarta, sexta e sábado naquele calorzinho humano e me sentir tão feliz porque minhas aulas acabaram e eu estou previnida. Olha a gripe A! O máximo que eu cheguei perto dela foi empurrar um cara numa festa chamando ele de porco ridiculo, mas não sei se isso se incluí na epidemia suína.
Vamos fazer histeria, vamos fazer festa. Continuaremos ouvindo noticias exageradas e continuaremos sendo alienados sobre o resto do mundo. Meu sábio diretor cancelou as aulas por "pressões das mães do interior que se recusam enviar seus filhos às aulas" e, obviamente, como o Ministério nos manda acreditar, nesses dez dias não haverá nenhuma perda de tempo e estaremos todos em busca de um bem comum.
Epidemia da frescura, isso sim.