terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sanar - Jorge Drexler

percebam a pureza e a simplicidade dessa musica


Las lágrimas van al cielo y vuelven a tus ojos desde el mar
el tiempo se va, se va y no vuelve y tu corazón va a sanar
va a sanar va a sanar

La tierra parece estar quieta y el sol parece girar,
y aunque parezca mentira
tu corazón va a sanar va a sanar
va a sanar
y va a volver a quebrarse mientras le toque pulsar

y nadie sabe por qué un día el amor nace
ni sabe nadie por qué muere el amor un día
es que nadie nace sabiendo, nace sabiendo
que morir, también es ley de vida.

Así como cuando enfríe
van a volver a pasar los pájaros, en bandadas,
tu corazón va a sanar
va a sanar va a sanar

Y volverás a esperanzarte y luego a desesperar
y cuando menos lo esperes
tu corazón va a sanar va a sanar
va a sanar
y va a volver a quebrarse mientras le toque pulsar

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

aqui tens meu regresso

Prometi que voltaria a escrever por aqui. Depois de um bom tempo abandonado, foi legal reler alguns textos e ver a mudança de certos sentimentos - e como alguns continuam iguais. Pois então, por onde começar a escrever? Minha linha de raciocínio era basicamente através de sonhos, (des)ilusões, frustrações, etc. Depois de tantos sonhos inconcretos e tantas desilusões, tendo tentado, realmente, mudar meu método de ver a vida. Não que eu tenha sofrido demais (longe de mim querer parecer uma martirizada) ou que eu não sabia que ainda tem muita merda para vir. Somente que eu resolvi encarar as coisas de um jeito diferente. Ainda vejo muita merda sendo posta embaixo do tapete e ainda me asssusto quando vejo uma que outra sendo jogada no ventilador e espirrando até naqueles que nem sabiam da existência, do princípio.
Então, sim, eu vou tentar voltar para essa página aqui.
É triste ver que, por causa desse maldito individualismo, criamos redes artificiais para suprimir certos necessários toques físicos humanos. Que é um blog além disso? Blog, facebook, twitter, lastfm, orkut, msn, tumbrl - tenho todos. Infelizmente, assim como várias (das poucas) pessoas que lêem isso, eu cai na maior das armadilhas da internet - confundir o que é verdadeiro, o que é carne, brutalidade e físico pelo que é virtual, fantasmagórico, moderado e cheio de burocracia. Criam-se códigos de boas maneiras para internet e se esquece o verdadeiro valor de um abraço. Desafio vocês e sair da frente dessa merda dessa tela e ir abraçar alguém que esteja ali na sala. Virei vitima: hoje quando eu questiono um amigo não é somente baseado nos seus gestos ou falas, mas também pondero o que ele quis dizer através daquele tuiter, o que realmente significou aquele status do facebook. Maldita vida.
Pois é, eu vou voltar a dar valor para o que realmente deve se dar valor. Para o grau de integridade da pessoa. Ver se ela realmente me olha no olho quando fala seus sentimentos. Vou segurar a mão dela esperando que algo sincero surja no silencio. Quem sabe é para isso que eu vou voltar ao meu blog: quem sabe, eu convenço mais alguém que a internet é um método auxiliar de manter uma amizade, e não um formador de alianças verdadeiras.
É, eu quero voltar para cá.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E essa sensação de acomodamento? E essa culpa sufocante?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

você, de novo.

Faz três dias que sonho contigo. Um sonho tão bom, fazia tanto tempo que não me visitavas. Minha vida, no sonho, não parecia tão confusa, tão cheia de besteiras. Meu sorriso era tão verdadeiro quando gritaram: olha lá quem tá chegando para te buscar, amiga! Eu quero tanto ser resgatada dessa realidade insípida. No meu sonho tu vinhas... tu me abraçava, me fazia pular a janela e correr por campos distantes. Que boba eu por programar despertador...
Ando tão cansada do nada, tão duvidosa de tudo. Um visão negativa perante o mundo, mesmo sem ter nenhuma razão para tal desanimo. Uma vida tão bonita, tão jovem, tão extasiaste! Concordo, sim, concordo... E dai? Falta alguma coisa. Falta... ah, falta! O quê? Não sei. Quem sabe você, quem sabe teu abraço, quem sabe tua certeza. Quem me dera alguém que me desse certeza de qualquer coisa... Como eu queria algo que me prometesse verdade certa. Com cumprimento de promessas, ai!, ai seria eu feliz, totalmente?
Eu sentia que sentia no sonho. Sentia dor, sentia saudade, sentia felicidade, sentia amor, sentia compaixão. Por que quando acordo não sinto nada além de irritação? Irritação por não compreender esse vazio, não compreender essa solidão, não compreender o porque eu não sinto mais o que eu gostava tanto de sentir.
Antes eu conseguia escrever, extrapolar. Hoje já tenho uma dificuldade absurda de criar histórias e, quando consigo, me entedio antes mesmo de chegar ao clímax do enredo.
Quero voltar a sentir. Se não posso te ter aqui, comigo, bonito, quero parar de sonhar contigo. Sai para lá, saia dos meus sonhos e vê se me deixa livre para tentar mais uma vez.

terça-feira, 1 de junho de 2010

the floyd with all colors


"us, and them and after all we're only ordinary men. me, and you.
god only knows it's not what we would choose to do.
forward he cried from the rear and the front rank died.
and the general sat and the lines on the map moved from side to side.
black and blue
and who knows which is which and who is who.
up and down.
and in the end it's only round and round... and round
haven't you heard it's a battle of words the poster bearer cried.
listen son, said the man with the gun, there's room for you inside."

sexta-feira, 30 de abril de 2010

drummond, seu lindo.

Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.

E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.

De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...

Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

sábado, 24 de abril de 2010

meus bastidores

Chorei, chorei até ficar com dó de mim
E me tranquei no camarim tomei o calmante, o excitante e um bocado de gim
Amaldiçoei o dia em que te conheci com muitos brilhos me vesti
Depois me pintei, me pintei, me pintei, me pintei...
Cantei, cantei, como é cruel cantar assim
E num instante de ilusão te vi pelo salão a caçoar de mim
Não me troquei, voltei correndo ao nosso lar
Voltei pra me certificar que tu nunca mais vais voltar, vais voltar, vais voltar
Cantei, cantei nem sei como eu cantava assim
Só sei que todo o cabaré me aplaudiu de pé quando cheguei ao fim

oi, é sexta 01:06 e eu me identifiquei horrores com tal letra.

glee is cool

"Its not easy to get out of your confort zone, people will tear you down - tell you shouldn't bother in the first place. But let me tell you something: there is not much of a difference between a stadium full of cheering fans and a angry crowd screaming abuses at you - they are both just doing a lot of noise. How you take it is up to you. Convince youself that they are cheering for you and someday they will."

domingo, 11 de abril de 2010

som dói?

tem dias que a gente só quer um colo de mãe, um carinho silencioso.
tem dias que a gente só quer barulho para escapar do nosso silêncio ensurdecedor.
mas tem aqueles dias que a gente não sabe que som quer ouvir. se o nosso silêncio dói mais ou se é o barulho lá de fora que nos oprime assim.

segunda-feira, 29 de março de 2010

gordinha maravilhosa

Wait, do you see my heart on my sleeve? It's been there for days on end and it's been waiting for you to open up. Just you baby, come on now. I'm trying to tell you just how i'd like to hear the words roll out of your mouth finally - say that it's always been me this made you fell the way you've never felt before and I'm all you need and that you never want more then you'd say all of the right things without a clue. But you'd save the best for last like I'm the one for you.
( You should know that you're just a temporary fix this is not rooted with you it don't mean that much to me you're just a filler in the space that happened to be free. How dare you think you'd get away with trying to play me )
Why is it everytime I think I've tried my hardest it turns out it ain't enough cause you're still not mentioning love. What am I supposed to do to make you want me properly? I'm taking these chances and getting away and though I'm trying my hardest you go back to her (and I think that I know things may never change) I'm still hoping one day I might hear you say...

quinta-feira, 25 de março de 2010

gata poderosa


it's not your face
or the color of your hair
or the sound of your voice my dear
that's got me dragged in here
it's the ice in the seam, the scheme of you
you're supposed to have the answer
you're supposed to have living proof

sem pré requisitos para felicidade.

É possível que a felicidade seja algo sem amor? Que o amor, na verdade, seja um ato falho? Será provável que um ser que não ame realmente seja feliz?
Um emprego gratificante. Leituras agradáveis. Filmes ótimos. Bons amigos. Fim de semana agitado, com festas inesquecíveis. Uma família estável. Um animazinho gordo e com o pêlo lustroso. Um apartamento bem decorado. Comida dentro da geladeira. Roupas tamanho 36. Corpo sem pneuzinhos. Time indo bem no campeonado. Coração vazio - mente ocupada depois para pensar em amor. Uma vida sexual ativa - mas sem nenhuma discução de relacionamentos, ciúmes ou dependências.
Qume foi que criou o conceito de felicidade? Os filmes de Hollywood? Que sentimento tão utópico é esse? Quem disse que só se vive bem se é feliz e só se é feliz se existe um par? Atualmente a pergunta 'está feliz?' já tem como subtítulo 'está saindo com alguém?'. Quem inventou?
Quero ir contra essa regra.
Quero poder dizer que coração cheio demais atrapalha o resto.
Apaixonados só vêem comédias românticas inúteis, só querem sair logo do emprego para encontrar o amado. Lêem mensagens de celular repetidamente, se afastam dos amigos. Apaixonados passam o fim de semana inteiro presos em casa e ignoram festas, familia e o animal de estimação começa a ficar carente. O apartamento fica cheio de bilhetinhos toscos e o chocolate vira melhor amigo da apaixonada ansiosa - adeus, mini vestidos.
Cérebro, deixa de lado essa doutrina tosca de que amor é pré-requisito de felicidade.


(mais uma tentativa, nem tão frustrada, de me colocar a parte dessa sociedade hipócrita que dita e rotula demais o mundo - e se esquece de avisar que o melhor da vida é viver em paz.)

quarta-feira, 17 de março de 2010

frazzz

'i time every journey to bump into you accidentally
i charm you and tell you of the boys I hate
all the girls I hate, all the words I hate,all the clothes I hate
how I'll never be anything I hate
you smile, mention something that you like
oh, how you'd have a happy life if you did the things you like'

take me out tomorrow.


sábado, 13 de março de 2010

como dizia o poeta


Quem já passou por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão
Abre os teus braços meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai, de quem não rasga o coração
Esse, não vai ter perdão

domingo, 21 de fevereiro de 2010

valor meu

'But I will never be your stepping stone
Take it all or leave me alone
I will never be your stepping stone
I'm standing upright
On my own'

Depois de tantos meses sem postar, esse é um chorus (Duffy) de se pensar a respeito. Aprender a dar valor a si mesmo não é algo simples, fácil - não são as matérias nas revistas mensais ou uma boa dieta que nos ensinem direito. O que ensina é o tombo, é a porrada. O que nos faz aprender é o exemplo, é o arrependimento, é o desejo de não quer mais para si. Dar valor a si não se simboliza com um bom batom vermelho, nem com um vestido mais curto. Aprendemos a nos valorizar quando, sozinhos, podemos sorrir pensando em nossas glórias. Quando, trancado no nosso quarto, conseguimos ter orgulho de nossas atitudes. Aquela tentação resistida, aquela frase fatal que ficou guardada na garganta a muito custo, aquele passo tomado que fraquejou quase as duas pernas - é pensar neles e ver que vinham por um bem maior. O bem do dever cumprido, o bem da satisfação consigo mesmo. Aprender a se dar valor é saber que podemos ter um objetivo maior do só 'ser alguém'; é poder traçar um rumo maior do que até ali na esquina. A glória só vem com sofrimento, mas quando é plena, digamos que, apenas, é plena.




Luíza, bixo UFRGS em Relações Internacionais.
Com mente descançada, corpo sadio e coração tranquilo.