Faz três dias que sonho contigo. Um sonho tão bom, fazia tanto tempo que não me visitavas. Minha vida, no sonho, não parecia tão confusa, tão cheia de besteiras. Meu sorriso era tão verdadeiro quando gritaram: olha lá quem tá chegando para te buscar, amiga! Eu quero tanto ser resgatada dessa realidade insípida. No meu sonho tu vinhas... tu me abraçava, me fazia pular a janela e correr por campos distantes. Que boba eu por programar despertador...
Ando tão cansada do nada, tão duvidosa de tudo. Um visão negativa perante o mundo, mesmo sem ter nenhuma razão para tal desanimo. Uma vida tão bonita, tão jovem, tão extasiaste! Concordo, sim, concordo... E dai? Falta alguma coisa. Falta... ah, falta! O quê? Não sei. Quem sabe você, quem sabe teu abraço, quem sabe tua certeza. Quem me dera alguém que me desse certeza de qualquer coisa... Como eu queria algo que me prometesse verdade certa. Com cumprimento de promessas, ai!, ai seria eu feliz, totalmente?
Eu sentia que sentia no sonho. Sentia dor, sentia saudade, sentia felicidade, sentia amor, sentia compaixão. Por que quando acordo não sinto nada além de irritação? Irritação por não compreender esse vazio, não compreender essa solidão, não compreender o porque eu não sinto mais o que eu gostava tanto de sentir.
Antes eu conseguia escrever, extrapolar. Hoje já tenho uma dificuldade absurda de criar histórias e, quando consigo, me entedio antes mesmo de chegar ao clímax do enredo.
Quero voltar a sentir. Se não posso te ter aqui, comigo, bonito, quero parar de sonhar contigo. Sai para lá, saia dos meus sonhos e vê se me deixa livre para tentar mais uma vez.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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