quinta-feira, 25 de março de 2010

sem pré requisitos para felicidade.

É possível que a felicidade seja algo sem amor? Que o amor, na verdade, seja um ato falho? Será provável que um ser que não ame realmente seja feliz?
Um emprego gratificante. Leituras agradáveis. Filmes ótimos. Bons amigos. Fim de semana agitado, com festas inesquecíveis. Uma família estável. Um animazinho gordo e com o pêlo lustroso. Um apartamento bem decorado. Comida dentro da geladeira. Roupas tamanho 36. Corpo sem pneuzinhos. Time indo bem no campeonado. Coração vazio - mente ocupada depois para pensar em amor. Uma vida sexual ativa - mas sem nenhuma discução de relacionamentos, ciúmes ou dependências.
Qume foi que criou o conceito de felicidade? Os filmes de Hollywood? Que sentimento tão utópico é esse? Quem disse que só se vive bem se é feliz e só se é feliz se existe um par? Atualmente a pergunta 'está feliz?' já tem como subtítulo 'está saindo com alguém?'. Quem inventou?
Quero ir contra essa regra.
Quero poder dizer que coração cheio demais atrapalha o resto.
Apaixonados só vêem comédias românticas inúteis, só querem sair logo do emprego para encontrar o amado. Lêem mensagens de celular repetidamente, se afastam dos amigos. Apaixonados passam o fim de semana inteiro presos em casa e ignoram festas, familia e o animal de estimação começa a ficar carente. O apartamento fica cheio de bilhetinhos toscos e o chocolate vira melhor amigo da apaixonada ansiosa - adeus, mini vestidos.
Cérebro, deixa de lado essa doutrina tosca de que amor é pré-requisito de felicidade.


(mais uma tentativa, nem tão frustrada, de me colocar a parte dessa sociedade hipócrita que dita e rotula demais o mundo - e se esquece de avisar que o melhor da vida é viver em paz.)

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