O povo em busca de uma nova histeria. Não cai mais avião, não há mais nepotismo no Senado não. E eu com isso se o presidente fascista do Irã vem visitar nosso Lula ou que aconteceu a récem uma reunião da cupula da america latina? Meu papo é a gripe. Quero só saber onde morre mais e, no meio tempo, me procupar se o Tite vai embora ou se o Autuori vai resolver ser um técnico digno de seu salário. Acordo com um bom café e a Zero Hora me entretem com suas manchetes do H1N1. Morre um, morre dois, morre dez. Não vá para a Argentina, não vá para o Uruguai, não vá no shoping, não vá na aula. Fique em casa, vendo televisão - e lave as mãos, não se esqueça! Mude seus horários, fuja dos amigos que tossem. Não use mascara não, isso vai contra a cultura ocidental. Somos lá nós aqueles selvagens (sem civilização) dos nossos amigos orientais, que usam máscara sempre que tem alguma indigestão? Minha cultura me mandou pensar no meu umbigo e evitar andar com gente ramelenta. Já que minhas aulas foram, meticulosamente, transferidas para daqui a dez dias, mais tempo tenho para passar com as minhas amigas! Vou lá eu pernambular nos shoping, parques e cafés. Aproveitar para ir nas festas quarta, sexta e sábado naquele calorzinho humano e me sentir tão feliz porque minhas aulas acabaram e eu estou previnida. Olha a gripe A! O máximo que eu cheguei perto dela foi empurrar um cara numa festa chamando ele de porco ridiculo, mas não sei se isso se incluí na epidemia suína.
Vamos fazer histeria, vamos fazer festa. Continuaremos ouvindo noticias exageradas e continuaremos sendo alienados sobre o resto do mundo. Meu sábio diretor cancelou as aulas por "pressões das mães do interior que se recusam enviar seus filhos às aulas" e, obviamente, como o Ministério nos manda acreditar, nesses dez dias não haverá nenhuma perda de tempo e estaremos todos em busca de um bem comum.
Epidemia da frescura, isso sim.
domingo, 2 de agosto de 2009
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