segunda-feira, 20 de julho de 2009

chico cantou joão e maria

A história de João e Maria. Aquele amor inocente, infantil. João se sentia herói, rei, juiz. João pelo seu amor enfrentava batalhões, os alemães e os canhões. João corou Maria e a admirava olhando nua. Como todos os amores, desgaste fatal. O amor das mãos dadas vira o desejo frio de cama ocupada. Como acreditar nessa história de amor se nem João e Maria conseguiram? "
"Não, não fuja não - finja que agora eu era o seu brinquedo.
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido."
Cada dia que passava, João mais distante. Maria se desesperava, não conseguia aceitar que o amor morria. Morreu. Maria tentava voltar aos dias épicos onde era princesa coroada. Maria achou que o tempo da maldade não era seu, sem saber que o egóismo é instinto mais primal do homem. Maria chorava, João desiludido. Como crer que na eternidade sem nem os mais apaixonados conseguem cumpri-la?
"Agora era fatal que o faz de conta terminasse assim.
Pra lá deste quintal, era uma noite que não tem mais fim."
Cada qual para seu lado, em público fingindo esquecer o que já um dia sentiram. Maria confessava seu amor para um copo de vinho a meia-noite vendo seu filme favorito. João lembrava os momentos tão fantásticos que já teve com Maria só após algumas várias cervejas quentes. João amou Maria? O tempo já cria duvidas. A saudade já produziu incertezas... João já não cumprimenta mais Maria, tem mais o que fazer. Maria e seu orgulho ferido. João e seu egoísmo. Como confiar num caso tão vão?
"Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E eu era um louco a perguntar:
o que a vida vai fazer de mim?"

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