Hoje, e talvés somente hoje, vou te pedir para existir. Vou querer te ver, acreditar. Em ti quero ser tudo aquilo em que um dia te recusei. Nossas mãos enlaçadas, nossos pés cambaleantes e nós andando depois da meia noite. Gritando pela rua, cantando versos falsos. Entonando Chico e Elis além de Cazuza e John Lennon. Vou fazer um solo, com minha guitarra imaginária, que você irá se arrepiar. Com um beijo nos meus cabelos irás me mostrar que o mundo é bem bom. Vou rir, cambalear e o porteiro do prédio da esquina irá gritar. Não daremos bola, andaremos juntos, de mãos dadas, falando de nossos amores. Aqueles que foram, os que serão e os que o tempo nos sacaneou. Estarei morrendo de fome e usando teu paletó. Tu estarás bem ignorante, arrotando cerveja e comentando das curvas das minhas amigas. Chamarei elas de gordas, já enciumada, e tu dirás que elas são gostosas. Te darei um tapa e tu me darás outro. Irás rir porque farei drama. Eu calo e você cantará algo lindo que sabe que eu amo. Eu me empolgarei, novamente, e cantarei do fundo da alma. Chegaremos, naquele frio, dentro do carro e ligaremos o som. Tocando aquele Pink Floyd e no calorzinho do carro iremos nos encostar até dormir abraçadinhos.
O sol raiando e a gente se amando.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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