"Amadureça pelo amor" disse a personagem do meu filme de domingo a tarde. Ela disse isso após ser trocada por uma mulher mais nova e ser ver, quando menos esperava, solteira porém havia grandes amigas para apaziguar seu coração. Quem nunca viu, ouviu ou presenciou essa história? Há um clichê maior? Mas os clichês existem pois são verdades comuns. Amor e amizade são sentimentos tão distintos que muitas vezes nem reparamos.
Amar, verbo intransitivo. Amar, verbo conjulgado nas três primeiras pessoas do singular. Nem Vós, nem Nós amamos. Eu amo, tu podes amar. A descoberta do amor é a descoberta de si. Tolos os que acham que amor é algo que se cultiva em grupo. Amar é dar. Receber é simplesmente o dar de outro alguém. Eu amo, eu sinto. A individualidade que parecia ser tão opressora já não é tão vilã assim.
Quem perde alguém que ama não chora porque aquele não terá mais o seu amor. Chora porque perdeu. É o meu sentimento, a minha dor, o meu ódio e a minha solidão. São as minhas noites mal dormidas, são as minhas lagrimas derramadas. Até saudades, a saudades que sinto é de mim. É nesse ponto de vista que conseguimos entender como podem duas pessoas terem sentimentos tão opostos. É necessário compreender que não se pode cobrar o que é seu nos outros. É o possessivo do amor que os amados não entendem, só os que amam: esse é o meu sentimento mais profundo que estou te entregando! ele é meu, aproveite! sinta o mesmo por mim! vá! E ai tudo desanda.
"Amadureça pelo amor, baby". Essa dor que eu sinto eu não vou te demonstrar. Você não merece que eu te dê mais isso. Meu ódio vai ficar entalado na garganta, mas eu não vou gritar contigo. Teu ego não merece ser massageado. Ai, se essa individualidade fosse menor, menor seria o sentimento de fracasso. Menos seria o peso do mundo nas costas.
O meu amor é meu. Ainda te amo mas guardo esse amor para mim. E é nessa efusão de sentimentos que me põe em contato com o mais intimo de mim que aproveito o que eu sou. Esse amor absoluto por sentir, essa vontade apressada de chorar, rir, gritar, tatear. Sentir. Sentir eu, amar eu, viver eu.
segunda-feira, 2 de março de 2009
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