quinta-feira, 10 de setembro de 2009

por isso estudo literatura antes de dormir

"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
Amar e esquecer,
Amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidadros, amar?
(...)
Amar solenemennte as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão sem ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
(...)
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita"
(Carlos Drummond de Andrade)

"Sonhei ter sonhando
Que havia sonhado.
Em sonho lembrei-me
De um sonho passado:
O de ter sonhado
Que estava sonhando.
Sonhei ther sonhando...
Ter sonhado o quê?

Que havia sonhando
Estar com você.
Estar? Ter estado,
Que é tempo passado

Um sonho presente
Um dia sonhei.
Chorei de repente,
Pois vi despertado,
Que tinha sonhado
(Manuel Bandeira)



com Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Vinicius de Morais, Cecilia Meireles e Mario Quintana - como pode ter o Sarney na Academia e o Paulo Coelho como besteseller?
- santo não pop (antigo e sem status quo) não faz milagre não.

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