quinta-feira, 16 de abril de 2009

escrevo sambando

Cheguei a conclusão que meus textos tentem a baixar o nível. Talvez nem tanto o nivel subjetivo, mas, quem sabe, o nível qualitativo. Escrevo geralmente com uma ou duas lágrimas no canto do olho, ouvindo algum Marcelo Camelo traído, um Damien Rice suícida ou uma Aimee Mann depressiva. Escrevia para por para fora todo aquele ódio que era então pano de fundo da minha história. Precipitei me com o "tem um lugarzinho para mim?" e entreguei-me com o "os hais e os hão de ser": ah, faça me o favor!
Ando sorrindo sem ter muito porquê. Não caminho, danço. Permito baterias, banjos e saxofones na minha trilha sonora. Não choro, canto. E qual é o melhor? Não há explicação! Sambo por gostar de alguém - gostar de mim. Eu, aquela sentimentalista que buscar uma razão de ser, não quero entender a minha felicidade. Fazia já tanto tempo que eu não acompanhava sozinha uma batida. Não quero conhecer a fonte desse calorzinho bom só quero ficar bem confortável nele.
Acho que só sei escrever frustrada. Por isso minhas palavras devem soar tão estúpidas, tão vãs. Aquele sentimento produtivo, a raiva, que me consumia todas as noites se espaireceu. Sabe aquele vazio? Está aberto para tudo novo, e quem sabe, pronto para aprender a escrever novas coisas.
Não há ninguém novo. Há várias novas personagens. Não há mudanças de lugares. Há uma total variação de cores no meu cenário. Minha fênix vibra um novo sol, tão mais intenso. Sinto-me apta para novas experiências, sinto que eu sei quem eu sou. Sinto que sei que não quero entender minha felicidade. É tão bom poder dizer "acredita que eu estou bem?" e saber que não estou enganando ninguém. Olha eu com de novo minhas balelas e minhas palavras infantis.
Sou infante nova; quero novos adjetivos: novo, dançante, crente, sedutor, pacífico, positivo, infinito.

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